O Conde de Monte Cristo (2002)

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo) é um filme dos Estados Unidos de 2002, do gênero drama, dirigido por Kevin Reynolds. O roteiro tem como base o romance homônimo de Alexandre Dumas.

O filme retrata bem a ilha de Elba, onde Napoleão Bonaparte estava exilado. Esta história tem uma mensagem de Edmond Dantes. Com um sentimento de vingança, o atual Conde de Monte Cristo mostra que não basta usar a espada para se vingar de alguém, porém o seu traidor prefere o duelo final a viver sem toda a fortuna que ele teria conseguido.

Sinopse do filme O Conde de Monte Cristo

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo) é a clássica história de Alexandre Dumas sobre um jovem inocente que erroneamente, mas deliberadamente, é preso, e de sua brilhante estratégia para se vingar daqueles que o traíram.

O jovem e destemido marinheiro Edmond Dantes é um rapaz honesto e sincero, cuja vida pacífica e planos de se casar com a linda Mercedes são abruptamente destruídos quando Fernand, seu melhor amigo, que deseja Mercedes para ele, o trai. Com uma sentença fraudulenta para cumprir na infame prisão da ilha do Castelo de If, Edmond se vê aprisionado em um pesadelo que dura 13 anos.

Assombrado pelo curso que tomou sua vida, com o passar do tempo ele abandona tudo que sempre acreditou sobre o que é certo e errado, e se consome por pensamentos de vingança contra aqueles que o traíram. Com a ajuda de outro preso (Richard Harris), Dantes planeja e é bem-sucedido em sua missão de escapar da prisão e se transformar no misterioso e riquíssimo Conde de Monte Cristo.

Com uma astúcia cruel, ele se envolve com a nobreza francesa e sistematicamente destrói os homens que o manipularam e o aprisionaram.

Análise do filme O Conde de Monte Cristo

Em 2002, o clássico livro O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, ganhou sua décima adaptação fílmica registrada. Dessa vez foi produzida por ingleses e norte-americanos, o filme revive a saga do marinheiro Edmond Dantès (Jim Caviezel), cuja vida pacífica e planos de se casar com Mercedes (Dagmara Dominczyk) são violentamente interrompidos pela traição de seu melhor amigo Fernand (Guy Pearce). Com uma sentença fraudulenta, Fernand faz com que Edmond cumpra uma longa e injusta pena na distante ilha do Castelo de If, lugar onde ele vai ficar por 13 anos, vivendo num estado fixo de horror e sofrimento. Com a ajuda de outro preso, Abbé Faria (Richard Harris), Dantès consegue escapar e, depois de muitos eventos, se transforma no misterioso Conde de Monte Cristo, um homem riquíssimo e sedento de vingança.

Não existe nada no mundo comparável à satisfação que percorre o corpo quando enfim nos vingamos por uma injúria sofrida em silêncio, por um ato de covardia que nos espantou, por uma traição ignóbil que atormentou os nossos sonhos por meses. Anos de civilização, de práxis social e de doutrina religiosa foram incapazes de apagar o instinto primário, selvagem, de devolver uma desfeita na mesma moeda ou de forma mais violenta. A literatura se apropriou deste tema, explorando-o em todas as vertentes possíveis. Melhor do que buscar a vingança pelos próprios meios é ler a história de alguém que se vingou, acompanhar cada nuance do seu plano, ver os inimigos outrora sorridentes encolhendo-se de medo.

Depois de Caim ter se vingado de Abel por ele ser o favorito, a história de vingança mais vibrante está presente em O Conde de Monte Cristo, escrito por Alexandre Dumas. A trajetória de Edmond Dantès – homem inocente envolvido em uma sórdida rede de intrigas e traições, que acaba conduzindo à ruína os seus inimigos através de um plano repleto de desdobramentos e reviravoltas – continua atraindo leitores por ser uma narrativa atemporal. Dumas é um mestre da narrativa e, como tal, acompanha detalhe por detalhe a queda de um homem bom, levando-o até o mais fundo e miserável dos poços, para, em seguida, levantá-lo, fazê-lo retornar para a luz e buscar implacável vingança contra aqueles que destruíram os melhores anos da sua juventude.

Adaptar um romance que passa das 1000 páginas não deve ser uma tarefa fácil (um roteiro normal deve ter entre 100 a 150 páginas). Não precisa ser um gênio da matemática para perceber que 9/10 do enredo do romance foram perdidos.

A versão de O Conde de Monte-Cristo de 2002 é um trabalho revigorado, que consegue manter o charme nostálgico da história clássica e mundialmente conhecida, ao mesmo tempo em que consegue manter o ritmo acelerado exigido pelos padrões atuais. Acrescenta-se que o filme pode atrair um público mais jovem, e que tais espectadores podem ficar curiosos para ler o romance de Alexandre Dumas (e enfrentar as mais de 1000 páginas do romance).

O Conde de Monte-Cristo de Reynolds é resultado de uma ótima equipe de produção, desde o caprichado figurino e a decoração de sets, que procura remontar a França de Napoleão (os responsáveis são Tom Rand e John Byrne, respectivamente) até a bela fotografia do inglês Andrew Dunn, o mesmo de A Loucura do Rei George (Nicholas Hytner, 1994) e Assassinato em Gosford Park (Robert Altman, 2001). O Conde de Monte Cristo de Reynolds pode não ser uma boa adaptação, mas certamente é um bom filme.

Dumas leva mais de mil páginas montando o mais genial plano de vingança já concebido, para chegar na última linha e mostrar que a felicidade é o único e maior bem que sempre se deve buscar.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.


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