V de Vingança (2005)

“O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo.” – Frase do personagem V

V de Vingança (V for Vendetta) é um filme de ação e um thriller de 2005, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelas irmãs Wachowski, que também escreveram o roteiro. É uma adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome de Alan Moore e David Lloyd, publicada pela DC Comics sob a sua marca Vertigo.

Situado em Londres, em uma sociedade distópica num futuro próximo, Natalie Portman estrela como Evey, uma garota da classe trabalhadora que deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça a que está lutando contra. Hugo Weaving interpreta V, um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram. Stephen Rea vive um detetive que inicia uma busca desesperada para capturar V antes que ele inicie uma revolução.

O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. As críticas foram positivas e os ganhos de bilheteria mundial alcançaram mais de 132 milhões de dólares, mas Alan Moore, depois de ter ficado desapontado com as adaptações cinematográficas de dois de seus outros romances gráficos, Do Inferno e A Liga Extraordinária, recusou-se a ver o filme e, posteriormente, distanciou-se dele. Os cineastas removeram muitos dos temas anarquistas e as referências a drogas que estavam na história original e também alteraram a mensagem política para o que eles acreditavam que seria mais relevante para um público de 2006.

O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas usaram esse filme para propagar a teoria política do anarquismo.

Enredo de V de Vingança

No final da década de 2020, o mundo está em crise e em guerra; os Estados Unidos não são mais uma superpotência como consequência de uma guerra civil, enquanto uma pandemia mortal do “vírus de Santa Maria” assola o continente europeu. O Reino Unido permanece como um dos poucos países estáveis sob o regime fascista e totalitário do partido Fogo Nórdico (Norsefire), comandado pelo Alto Chanceler Adam Sutler. Opositores políticos, homossexuais e outros “indesejáveis” ​​são presos e enviados para campos de concentração. Evey Hammond, uma mulher que trabalha na rede estatal de televisão britânica, durante uma tentativa de estupro por membros da polícia secreta, conhecidos como “Os Homens-Dedo”, é resgatada por um vigilante com uma máscara de Guy Fawkes e que é conhecido como “V”.

Ele a leva a um telhado para assistir a destruição do edifício Old Bailey, em Londres, que ele mesmo causou. O Fogo Nórdico rapidamente explica o incidente como uma “demolição de emergência” de um edifício estruturalmente instável, porém, logo V interrompe as transmissões da televisão estatal para assumir a responsabilidade pelo ato. Ele exorta o povo britânico a se levantar contra seu governo e encontrá-lo em um ano, no dia 5 de novembro, em frente às Casas do Parlamento, edifício que ele promete destruir nessa data. Evey ajuda V a escapar da sede da emissora de TV, mas é nocauteada no processo.

V leva Evey para seu covil, a Galeria das Sombras, onde diz que ela deve ficar escondida até o dia 5 de novembro, a Noite de Guy Fawkes, do ano seguinte. Depois de saber que V está assassinando funcionários do governo, ela foge para a casa de seu chefe, o comediante e apresentador de talk show Gordon Deitrich. Em retorno por Evey ter confiado sua segurança a ele, Deitrich revela uma coleção de materiais proibidos pelo governo, como pinturas subversivas, um alcorão antigo e fotografias homoeróticas de Robert Mapplethorpe. Deitrich, que é homossexual, explica que ele tem de esconder sua verdadeira sexualidade para manter a sua carreira na televisão. Depois que Gordon faz uma sátira do governo em seu programa de televisão, a sua casa é invadida por agentes do governo e Evey é capturada enquanto tentava escapar. Ela é presa e torturada por dias, com o objetivo de obter informações sobre o paradeiro de V; seu único consolo aparece quando ela encontra em sua cela notas escritas em um pedaço de papel higiênico por uma outra prisioneira, uma atriz chamada Valerie Page, que foi presa por ser homossexual.

Embora Evey inicialmente odeie V pelo o que ele fez com ela, ela percebe que é uma pessoa mais forte do que era antes da prisão. Ela deixa V com a promessa de voltar antes do dia 5 de novembro.

O Finch finalmente percebe que o programa, dirigido pelo então subsecretário Adam Sutler, resultou na criação do “vírus de Santa Maria” e no seu lançamento durante um ataque terrorista de falsa bandeira contra a população civil. A morte de 80 mil pessoas e o medo resultante disso permitiu que o partido Fogo Nórdico alcançasse apoio popular suficiente para ganhar as eleições seguintes, depois de silenciar toda a oposição e transformar o Reino Unido em um Estado policial totalitário.

Conforme o dia 5 de novembro se aproxima, a distribuição de milhares de máscaras de Guy Fawkes por V começa a provocar o caos no Reino Unido e a população começa a questionar o governo do Fogo Nórdico. Na véspera do dia 5, Evey visita V, que mostra a ela um trem carregado de explosivos no sistema do metrô de Londres, que está desativado, para destruir o Parlamento. Ele deixa Evey decidir se usará ou não os explosivos, acreditando ser incapaz de tomar tal decisão. V sai para falar com Creedy, o chefe da polícia secreta, fazendo um acordo com Creedy para entregar Sutler em troca de sua rendição. Quando Creedy executa Sutler no momento em que V assiste, V se recusa a se render e é baleado pelos guarda-costas de Creedy. V sobrevive, em parte graças a uma armadura escondida embaixo de sua roupa, e mata Creedy e seus homens. Mortalmente ferido, V retorna para Evey para agradecê-la e admite que está apaixonado por ela antes de morrer em seus braços.

Enquanto Evey coloca o corpo de V a bordo do trem, ela é encontrada por Finch. Depois de ter aprendido muito sobre a corrupção do regime do Fogo Nórdico, Finch permite que Evey envie o trem para o Parlamento. Centenas de milhares de londrinos, todos desarmados e vestindo a máscara de Guy Fawkes, marcham até o Parlamento para assistir à explosão. Com Sutler e Creedy mortos, ninguém é deixado para dar a ordem de fogo, os militares ficam impotentes em meio a uma rebelião civil. Acompanhado pela Abertura 1812, de Tchaikovsky, o Parlamento e o Big Ben explodem e são destruídos enquanto Evey e Finch olham. Finch então pergunta a Evey qual era a identidade de V, ao que ela responde: “Ele era Edmond Dantès. Era meu pai, minha mãe, meu irmão, meu amigo. Ele era eu, era você, era todos nós.”

Análise do Filme

V organizava diversas ações terroristas com o objetivo de chamar a atenção do povo em relação ao governo cruel e corrupto que os liderava. Um governo que prendia, torturava e eliminava negros, homossexuais; manipulavam o povo por meio da mídia e da alienação televisiva, numa tentativa de promover uma limpeza étnica e social. Prothero era um apresentador de TV, conhecido como a “Voz de Londres”, responsável por discursos de propaganda do governo para fazer um tipo de lavagem cerebral na população.

O governo tinha várias semelhanças com um tipo de regime totalitário, o Nazismo. A história abordada no filme mostra às novas gerações, que os erros cometidos em um passado próximo continuam possíveis de ocorrer. Isso funciona como alerta contra posições não satisfatórias, contra soluções para problemas que merecem uma melhor reflexão. O filme remete o fato de que por meio da censura, não expressam os pensamentos e não manifestamos anseio por liberdade, deixando que manipulem-nos, até no modo de agir, sempre seguindo à risca regras, informações falsas que devem ser obedecidas e aceitas como verdade sem direito de qualquer questionamento contrário.

As Teorias que serão apresentadas a seguir para explicar com mais detalhes o filme serão: partes da teoria da inteligência multifocal, Minhas próprias teorias sobre controle totalitário e alienação e um pouco das minhas próprias concepções filosóficas e poéticas. Espero que lhes seja de bom proveito.

O filme inicia-se com cenas de um homem chamado Guy Fawkes e seu ataque que fracassou no dia 5 de novembro, nele é narrado estas palavras:

“Lembrai, lembrai, do dia 5 de novembro
A traição de pólvora e enredo
Não sei de nenhuma razão para que a traição da pólvora
Nunca deve ser esquecido. “

Esse trecho é parte de uma música de John Lennon em homenagem a esse dia marcante. Mas o que é muito comum a se perguntar é “O que foi e qual o significado deste dia?”. É uma pergunta muito frequente, por tanto mostrarei um resumo do que foi este dia.

Era em 5 de novembro de 1605 que a Conspiração da Pólvora devia ter dado certo. Não deu, mas foi o começo de uma linha nova de pensamento mencionada na música “Remember”, de John Lennon, e em “V de Vingança”, quadrinho de Alan Moore e David Lloyd e filme de James McTeigue. Não sabe do que se trata?

Um grupo de católicos ingleses queria assassinar o rei Jaime I e grande parte da aristocracia protestante. Afinal, as pessoas de diferentes religiões estavam sendo tratadas de forma diferente pelo Estado e a gota d’água, que deu início aos planos, foi quando a Princesa Elizabeth, de 9 anos, foi declarada chefe de estado.

O plano era, além de sequestrar uma criança da realeza e incitar uma revolta, explodir o parlamento do país numa sessão no qual todos esses fidalgos estariam presentes. Foram estocados 36 barris de pólvora sob o prédio e o responsável pela detonação de tudo seria um cara chamado Guy Fawkes.

O grande problema dos católicos até hoje, sabemos, é a culpa. E, com medo de matarem inocentes – mesmo que por uma causa maior – o grupo de revoltosos enviou avisos para que certas pessoas mantivessem distância do lugar no dia da explosão. Um aviso chegou ao ouvido do rei e Fawkes foi preso, torturado e condenado à forca por traição e tentativa de assassinato.

O ato hoje é considerado heroico e lembrado com fogos de artifício na Inglaterra. Sem contar a tradicional rima criada e que chegou ao resto do mundo com a música, HQ e filme que fazem referência aos fatos.

A data, aqui no Brasil, nem é tão lembrada, mas as ideias precisam ser revistas para mantermos em mente que o poder é do povo. O dia 5 de novembro, pra gente, é dia de rever “V de Vingança”.

Mas o por que de Alan Moore escolheu este dia para representar o ideais de V, é pelo fato de que Guy Fowkes foi quem deu início ao princípio de revolução e luta pela liberdade e igualdade. Sua tentativa de Explodir o Parlamento gerou uma forte influência que iria servir como chave para a Vingança do personagem V. Tendo em vista que tanto Guy Fowkes quanto V, sofreram represálias severas de seus governos, e os dois de forma alguma aceitaram tal condição.

V nos da a entender que não é o governo que deveria nos comandar como bonecos ou máquinas que não contestam ou não duvidam e nem criticam nada. Nós, o povo, é que deveríamos exercer nossa força de comando sobre os governantes, pois fomos nós que os botamos onde hoje se encontram, portanto, temos todo o direito de comandar, mudar, e melhorar nossas leis e direitos. Alguém que aceita as leis e não critica seu governo esta cego para a realidade da sociedade e surdo para as verdades da vida.

Quantas vezes você conquistou pessoas por ter falado a verdade? Quantas vezes a melhor escolha que poderia ter tido foi falar a verdade? Mesmo que por algumas vezes ou por alguns momentos ela tenha parecida um erro, nada é tão forte quanto a verdade, contanto, que ela seja dita da maneira correta. Nada é tão poderoso para conquistar o universo de uma pessoa, quanto a singeleza da sinceridade em nome da verdade e da liberdade do afeto e do amor pela vida.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.


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